Hoje tivemos o debate sobre o uso da Internet nas eleições, acabou prevalecendo o mais racional, apesar disso ser uma raridade entre nossos políticos. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), recuou e apresentou um novo parecer propondo a liberdade na internet durante as eleições, não fez mais que a obrigação.

Mas para quem acompanhou o debate o resultado final foi quase um detalhe, tamanha a banalização e estupidez dos debates entre nossos representantes mais experientes. Cabe citar que a liberdade ainda não foi total, pois alguns pontos ficaram obscuros e não definidos, mas um dos destaques mais estapafúrdios foi o engavetamento da proposta que obrigava a apresentação da relação dos doadores das campanhas eleitorais ANTES da realização da eleição, o que traria uma luz aos eleitores, definindo a quem um determinado político tem suas “convicções” atreladas.

Como tal decisão de transparência não agrada nada aos atuais ocupantes dos cargos no senado, que consideraram que a matéria não é de interesse do povo, e rejeitaram. Nesse momento os partidos se unem, nesse caso os corvos do DEM e do PSDB com as gralhas do PMDB. Engraçado como em assuntos que podem impactar no caminho que eles definem para o senado e para o congresso eles se juntam e resolvem tudo rapidinho, você lembra como é quando eles votam aumento dos próprios salários?

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No final das contas o eleitor só vai saber, mais ou menos, quem bancou qual político, 6 meses depois, quando a grande maioria já esqueceu até mesmo em quem votou.

Os debates foram toscos e ridículos, mostra pessoas despreparadas tentando definir os rumos de uma nação, ou melhor, os rumos daquilo que melhor lhes convém.

A nota mais triste do dia vem da França, que aprovou a lei que criminaliza o download de músicas e de outros conteúdos. A questão não é a criminalização, como no caso da lei do Azeredo, mas a perda total da liberdade pela implantação dos procedimentos de vigilância necessários para definir quem está fazendo algo ilegal. A perda da liberdade na Internet é mais que um efeito colateral, é um crime.