Desabafo Geral
Lugar para desabafar sobre as kakas desse mundo!
Reaparece o monstro adormecido!
31/08/10
Da mesma forma que estou acordando esse blog é importante que todos acordem para o renascimento do AI-5 Digital, ele mesmo, o nefasto projeto de lei do Senador Azeredo está novamente na mídia.
Hoje estamos todos blogando simultâneamente para que você possa entender e ajudar a combater essa iniciativa, que já foi extensamente debatida nos últimos anos, sendo um entendimento quase unânime de que é mais prejudicial a toda a sociedade do que favorável a ela.
Se você quer entender um pouco mais sobre o assunto acesse o link a seguir e acompanhe o movimento contrário na Internet. informe-se, depois será muito difícil de remediar.
Mega Não!
Steve Ballmer é um Genocida Digital!
29/04/10
Em sua mais recente passagem pelo Brasil o referido indivíduo questionou fortemente a opção do governo brasileiro em relação ao apoio ao Software Livre. Para ele a posição do governo deveria ser “neutra”.
Neutra significa não interferir nas negociatas que acontecem por ai, onde o poder econômico da Microsoft supera todos os concorrentes, abrindo a possibilidade para que o pagamento de comissões (as propinas) direcionem as contratações.
Em resumo, é muita cara de pau mesmo!
A visão dele é que ou você paga para a MS ou você não tem nada, morrerá no escuro. não importa quantas pessoas ou governos não tem condições econômicas de pagar. Para esses a morte e o esquecimento é a opção final. Não tem dinheiro para pagar? Ora, Não use!
Francamente cada vez que vejo esse senhor tenho repulsa, não por uma questão somente ideológica, mas porque ele representa tudo o que de mais podre se pode extrair do capitalismo desenfreado. Como eles não viveram a crise recente, pois somente lucraram menos, continuam no mesmo patamar anterior, como senhores da tecnologia mundial e a classe dominate, porém opressora.
Muitos que lerem esse post vão achar que sou de esquerda, que sou marxista radical, comunista e até mesmo radical tecnológico, mas garanto a vocês que não! Apesar de ser um pouco de cada coisa, não sou radical em nada. Mas, como uma pessoa que trabalha em projetos de inclusão digital e que convive diariamente com problemas em relação a tecnologia, não posso deixar de me indignar com coisas como essa, que estão distantes da realidade. muito distantes mesmo.
O resumo de todo esse desabafo é não suportar mais tentar dialogar com pessoas que não conseguem entender que tencologia é estratégico, sistemas devem ser abertos para que todos possam ter o domínio da tecnologia, contribuir com ela e assim aumentar a sua qualidade e diversidade, tornando-o mais robusto, eficiente e mais seguro. Como fazer isso quando esses sistemas estão dominados por terceiros, por estrangeiros ou por pessoas inescrupulosas? Quando você não tem o menor acesso ao que está sendo usado e não sabe como a informação e tratada? A quem esta informação está sendo repassada?
E você ainda quer pagar por isso?
O grande pênalti
03/10/09
O texto não é meu, mas reflete meu pensamento.
Olhar pra frente. E olhar pra trás.
Agora que o papel picado já começa a ser recolhido nas ruas, e o sol já se pôs atrás da redentor acima da cidade, é tempo de entender o tamanho do que o Brasil conquistou. Na próxima década, uma planetária lupa se aproximará do país – mais especificamente do Rio de Janeiro. Uma final de Copa do Mundo. Os Jogos Olímpicos. O que o COI fez nesta sexta-feira de outubro em Copenhague foi marcar pênalti a favor do Brasil. Um imenso e impensável pênalti. Um pênalti claríssimo. É esse pênalti que o Brasil tem agora sete anos para cobrar. O problema é o goleiro. Quem é o goleiro?
Nelson Rodrigues escreveu certa vez que o brasileiro é um narciso às avessas – pois adora cuspir em sua própria própria imagem. Quem se acostumou a freqüentar o Maracanã nos anos 80 e 90 – e a patinar pelos rios de urina que corriam no anel de arquibancadas, entende profundamente a frase. O brasileiro é assim – adora reclamar do Brasil. Mas… na hora de melhorá-lo, bom, quem nunca furou um sinal (ou farol) vermelho?
A ironia é que o brasileiro é assim mesmo – adora falar mal do Brasil, e adora ser brasileiro. Vê alguém furando fila? Se indigna. Chega atrasado e tem uma brecha? Ah, só hoje. No fundo, odiamos e amamos essa malandragem ao mesmo tempo. E amamos porque acreditamos que ela nos traz uma vantagem ímpar. Ninguém sabe driblar como o brasileiro… ninguém sabe resolver as coisas difíceis como o brasileiro. Devíamos ter patenteado o jeitinho há 500 anos, claro.
Como sabemos profundamente que somos assim… no dia em que conquistamos o direito de sediar uma Olimpíada, o brasileiro está feliz… e cético. Está comemorando, mas dizendo que “vão meter muito a mão”. Está orgulhoso, mas com pé atrás. É justo. Basta olhar para o passado recente. Os céticos dirão – não sem razão – que somos especialistas em superfaturamento com vara, em orçamento à distância, em 110m sem algemas e esportes afins. Dirão sobretudo que o não-legado do Pan de 2007 lança enormes nuvens sobre os jogos que virão. É verdade. Muito verdade.
Quando o Rio ganhou o direito ao Pan, em 2001, promessas foram lançadas ao léu. E nada se cumpriu. A cidade ganhou dois ou três equipamentos de primeiro nível, fez jogos sem violência… e só. Não houve despoluição da Baía da Guanabara. Não houve metrô para a Barra da Tijuca (nem para o nunca). Não houve TransPan, nem uma módica obra de infra-estrutura. Houve, sim, uma denúncia de sobrepreço atrás da outra.
Perto de uma Olimpíada, o Pan custa um troco. A previsão brasileira para 2016 é, hoje, de R$ 25 bilhões de gastos. A experiência mostra que esse é apenas o ponto de partida. E é exatamente aqui que devemos parar. Parar e olhar, nacionalmente, para a frente.
Há 15, 20 anos seria impensável ver o Brasil sediando os dois maiores eventos esportivos do planeta. Mais que impensável, seria risível. O Brasil tinha uma democracia infantil, inflação galopante e pouca projeção planetária. Era uma terra exótica de onde veio o Pelé, repleta de mulatas, macacos e cobras. A capital se chamava Buenos Aires, o carnaval era um barato… e pegando um táxi em Ipanema você desembarcava na Amazônia.
A vitória de hoje mostra que algo mudou. Hoje, o mundo já ouviu falar de São Paulo. Já ouviu falar de Brasília. Já não enxerga o Brasil como aquele nanico curioso que sabe jogar futebol. O proverbial pais do futuro começa a olhar pra frente com confiança. Mas, para que isso funcione, é preciso – como diria Roberto Carlos – é preciso saber viver.
Sim, porque a corrupção continua saltitante e ululante. Assim como o jeitinho e seu subproduto mais vil – a impunidade. E decerto, em corredores e subterrâneos, há sinistras ratazanas salivando diante das oportunidades à frente. Mas esses bichos existem desde sempre – e existiram em todos os países. A questão, para o Brasil, é outra.
O Brasil precisa mudar por dentro. Precisa abolir suas regras surdas – precisa deixar de achar que conchavo e conversinha resolvem os grandes problemas. Precisa, em resumo, abolir o malandro. Do futebol à política, o Brasil valoriza a ginga e o drible. Mas quando um dribla… outro é driblado. Todo malandro precisa de um otário. E, nesse particular caso, poucos são malandros, quase 180 milhões são otários.
Então, é uma proposta singela. Precisamos revogar a lei de Gerson, parar de acreditar que o jeitinho é legal. É uma diferença sutil – a ginga é bacana, enganar o próximo não. Devemos endurecer como Che , sem perder a ternura – pois a ternura é nossa maior identidade. Essa sutileza – a fronteira entre tolerância e impunidade – é que precisamos entender. Aprender a punir quem precisa ser punido sem deixar de gostar de festa – taí nossa missão para os próximos sete anos. Não é tarefa fácil – pois rebeldia e malandragem fazem parte de nossa identidade há cinco séculos.
Temos, pois, sete anos para aproveitar a oportunidade e transformar o Brasil. Não roubar, e não deixar roubar. Fiscalizar – e se indignar. Participar – e cobrar. São verbos bonitos hoje – mas chatos quando o tempo passa, dão trabalho. Se não aprendermos a conjugá-los, se deixarmos pra lá, se acharmos que é com os outros… é bem possível que tenhamos um belo evento esportivo daqui a sete anos – como tivemos em 2007. E isso, obviamente, será perder uma chance única.
É esse o pênalti que o Brasil precisa cobrar. Perdê-lo… será deixar passar o mais encilhado cavalo desta história tropical.
Olimpíadas no Brasil? Será?
30/09/09
Vou começar me declarando contra a realização dos jogos olímpicos no Brasil, pelo menos as de 2016, quem sabe as de 2040.
NA sexta-feira, 02/10/2009, teremos o anúncio oficial. Já estou na torcida.
Vamos observar as cidades concorrentes, todas de primeiro mundo, com economia equilibrada, mas cima de tudo, com uma infra-estrutura de dar inveja a qualquer cidade sulamericana, mesmo sem olimpíadas. Vamos olhar as condições da população, a cultura, saúde, educação, segurança, transportes e demais serviços públicos.
Agora olhemos para o Rio de Janeiro e comparemos todas essas questões.
Dizer que vamos ter tudo isso graças a uma olimpíada e ficção, chega ser absurdo. Quem vai para o primeiro mundo é a conta bancária dos políticos e organizadores do evento. Alguém lembra do PAM? Que legado deixou? Quem aproveita? E os desvios de dinheiro público? Nem sequer correm atrás.
Já foram gastos 85 milhões de reais, só na candidatura, criação de papel, vídeos e sabe o que mais. Já tem gente por ai rindo a toda e com o bolso cheio.
Já chega a copa, onde já estão assinalando alguns bilhões do dinheiro público a ser usado na construção de mega estádios, que depois serão arrendados para a iniciativa privada ou jogados ao esquecimento.
Sou a favor dos jogos por aqui sim, quando estivermos comparáveis as concorrentes em todos os quesitos que citei. Antes não.
KIT MEGA NÃO
18/09/09
Pessoal, o mega não de Campo Grande (MS) ainda está acontecendo, estamos mobilizados na porta do teatro onde mais de 800 pessoas se reúnem para ouvir o senadores Azeredo e Delcídio defenderem a criminalização da Internet. O evento é organizado pelo núcleo de direito da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
Para o Mega Não foram afixados cartazes no campus da UFMS, além das universidades Uniderp e Unaes (Anhanguera), estão sendo entregues folders a cada participante do evento na porta do teatro, e na medida do possível estão sendo apresentados os argumentos contra a proposta dos senadores.
Estamos organizando um evento na UFMS, provavelmente em 1 ou 2 semanas, para apresentar a nossa visão sobre o assunto, novidades em breve.
Os folders foram elaborados no sentido de compilar informações que podem trazer uma luz aos leiotres sobre os impactos do projeto, nele estão alguns textos dos sites que apoiam o mega não.
Para elaboração do material pesquisamos bastante, infelizmente não encontramos fontes de nada na internet, nenhum arquivo .svg das imagens e assim por diante. Por esse motivo estou colocando nesse post os links para os fontes do folder elaborado, além das imagens utilizadas para sua criação.
O folder pode ser baixado em PDF, mas os fontes (Inkscape – SVG) estão dentro do pacote que pode ser baixado clicando AQUI.
Folder Mega Não – Capa (clique na imagem para baixar o PDF)

Folder Mega Não – Conteúdo (clique na imagem para baixar o PDF)

O pacote também pode ser encontrado na página da grupo no googlegroups, na url:
http://groups.google.com/group/meganaoms
Utilize, altere, ditribua e redistribua. Seja Livre!
