Software Livre
Idéias e comentários sobre o mundo do Software Livre, as ações regionais e o crecimento da comunidade
Reaparece o monstro adormecido!
31/08/10
Da mesma forma que estou acordando esse blog é importante que todos acordem para o renascimento do AI-5 Digital, ele mesmo, o nefasto projeto de lei do Senador Azeredo está novamente na mídia.
Hoje estamos todos blogando simultâneamente para que você possa entender e ajudar a combater essa iniciativa, que já foi extensamente debatida nos últimos anos, sendo um entendimento quase unânime de que é mais prejudicial a toda a sociedade do que favorável a ela.
Se você quer entender um pouco mais sobre o assunto acesse o link a seguir e acompanhe o movimento contrário na Internet. informe-se, depois será muito difícil de remediar.
Mega Não!
Preparando para uma semana especial
18/07/10
A semana que começa será muito importante, por isso retomo os posts no blog e espero poder relatar muitas novidades e atividades relacionadas ao Software Livre.
Espero poder postar tudo aqui. Novidades em breve.
Steve Ballmer é um Genocida Digital!
29/04/10
Em sua mais recente passagem pelo Brasil o referido indivíduo questionou fortemente a opção do governo brasileiro em relação ao apoio ao Software Livre. Para ele a posição do governo deveria ser “neutra”.
Neutra significa não interferir nas negociatas que acontecem por ai, onde o poder econômico da Microsoft supera todos os concorrentes, abrindo a possibilidade para que o pagamento de comissões (as propinas) direcionem as contratações.
Em resumo, é muita cara de pau mesmo!
A visão dele é que ou você paga para a MS ou você não tem nada, morrerá no escuro. não importa quantas pessoas ou governos não tem condições econômicas de pagar. Para esses a morte e o esquecimento é a opção final. Não tem dinheiro para pagar? Ora, Não use!
Francamente cada vez que vejo esse senhor tenho repulsa, não por uma questão somente ideológica, mas porque ele representa tudo o que de mais podre se pode extrair do capitalismo desenfreado. Como eles não viveram a crise recente, pois somente lucraram menos, continuam no mesmo patamar anterior, como senhores da tecnologia mundial e a classe dominate, porém opressora.
Muitos que lerem esse post vão achar que sou de esquerda, que sou marxista radical, comunista e até mesmo radical tecnológico, mas garanto a vocês que não! Apesar de ser um pouco de cada coisa, não sou radical em nada. Mas, como uma pessoa que trabalha em projetos de inclusão digital e que convive diariamente com problemas em relação a tecnologia, não posso deixar de me indignar com coisas como essa, que estão distantes da realidade. muito distantes mesmo.
O resumo de todo esse desabafo é não suportar mais tentar dialogar com pessoas que não conseguem entender que tencologia é estratégico, sistemas devem ser abertos para que todos possam ter o domínio da tecnologia, contribuir com ela e assim aumentar a sua qualidade e diversidade, tornando-o mais robusto, eficiente e mais seguro. Como fazer isso quando esses sistemas estão dominados por terceiros, por estrangeiros ou por pessoas inescrupulosas? Quando você não tem o menor acesso ao que está sendo usado e não sabe como a informação e tratada? A quem esta informação está sendo repassada?
E você ainda quer pagar por isso?
Linux como central de mídia para PS3
21/03/10
A um bom tempo venho me divertindo muito com meu Playstation3, não só para jogos, mas também utilizando todas as funcionalidades de mídia que ele proporciona. O PS3 é utilizado por toda a família em diversos momentos, praticamente quando alguém senta em frente a TV já pega o controle do console, ou para ver vídeos (das últimas férias, do último jogo de basquetebol, um episódio de série de TV, algum filme ou desenho animado), para ver fotos do aniversário do último final de semana, para colocar uma música da coleção de mp3, as vezes para ver o que os amigos estão postando no twitter, e também, é claro, para jogar. No final é tudo diversão.
A pedido de um amigo (Grande Emerson Luis) fiz um vídeo rápido e simples que demonstra como é simples integrar o console PS3 a um servidor Linux, podendo assim transformar ampliar a quantidade e o tipo de mídias disponíveis e acessíveis através do PS3.
O vídeo está disponível no meu canal do youtube, e logo abaixo.
Editar vídeos no Linux ainda é um desafio.
17/03/10
Sempre acompanho discussões acirradas na Internet sobre a maturidade das ferramentas livres para edição de vídeos, no conceito geral a opinião que predomina é de que ainda é um trabalho árduo e que não pode ser considerado eficiente e produtivo.
Como estava com uma demanda de vídeo resolvi fazer o teste e tirar minhas próprias conclusões. Recebi algumas indicações de ferramentas (obrigado a galera do twitter), e decidi usar o AVIDEMUX para fazer o trabalho (principalmente porque não consigo me acertar com a interface do cinelerra).
A demanda era simples, pegar alguns vídeos, editar (cortar algumas partes), colocar em ordem, definir transição e gerar um vídeo único com o conjunto da obra, exportando em resolução normal (mpeg ou AVI) e outra versão para a Internet (mp4 ou flv).
O Avidemux se mostrou eficiente na edição básica dos vídeos, no trabalho de recordar o vídeo e gerar uma nova versão modificada. É bastante simples e interativo, com uma interface descomplicada e leve.
Porém, a criação de arquivos de índice para melhorar a eficiência no trabalho com os vídeos se mostrou um complicador na geração de versões derivadas, que desencadeiam um processo de reindexação que compromete o bitrate e a qualidade do vídeo final.
Como o Avidemux não faz todo o trabalho, parti em busca de uma solução que pudesse complementar o serviço, pesquisei e encontrei o OPENSHOT, um projeto bem documentado (inclusive em PT_BR) e com boas referências. Instalei a versão 1.0, que está nos repositórios do ubuntu (9.10) e parti para a luta.
Gostei bastante da interface e das ferramentas do Openshot, que permitem a criação de arquivos com diversos conteúdos, entre eles trilhas com imagens, áudio e vídeo. Possui uma coleção de efeitos e transições que podem ser utilizados na edição das trilhas, além de possuir ferramentas de organização e corte de tempo.
A interface para geração dos vídeos é simples e ampla, pode-se escolher entre uma grande variedade de formatos, codificações e qualidade. Porém a versão 1.0,default dos repositório do ubuntu dava pau quando eu mandava gerar o vídeo.Após algumas tentativas, e muitos xingamentos, resolvi instalar a versão 1.1.1 (disponível no site com repositório PPA), que resolveu o problema.
O resultado final é um vídeo que publicarei no próximo post, mas o tempo para concluir o trabalho foi muito maior do que se podia esperar (umas 4 horas para um vídeo de 5 minutos), a sequência de erros, em ambas as ferramentas, foi o fator de maior atraso, o que fez com que o trabalho de edição de vídeo fosse deixado de lado e substituido pela pesquisa, reinstalação e testes de ferramentas. Realmente para quem necessita de produtividade e agilidade deixa a desejar.
Mas para os trabalhos amadores, como no meu caso, posso dizer que podemos nos virar bem com os Softwares Livres que dispomos, só precisa de tempo e paciência.


